quinta-feira, 24 de março de 2016

1º Seminário das Águas



É com imensa satisfação que queremos aqui deixar registrado, que no dia 17 de Março de 2016, o 3º ano do Curso Técnico em Meio Ambiente participou do 1º Seminário das Águas realizado pela entidade Cáritas Diocesana no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, na cidade de Limoeiro do Norte – Ceará. Os alunos foram acompanhados pelo Professor Coordenador Elton Gonçalves; Professor  Orientador Carlos Vangerre e o Coordenador Escolar Elber Coelho.
O 1º Seminário das Águas surgiu em razão da necessidade de debate sobre a crise hídrica, assunto este que vem ganhando força nacional veste os anos anteriores com a baixa nos reservatórios do estado de São Paulo e os problemas enfrentados para garantir o abastecimento da maior metrópole brasileira. De outros lugares do país também chegam notícias sobre a falta de chuva em períodos antes tidos como certos para as precipitações. Fora do Brasil, ouvimos há poucos dias sobre a maior seca da Califórnia, nos EUA, em 1.200 anos.
Quando as condições climáticas variam de forma mais drástica, principalmente em lugares que não conviviam com características do tipo, o debate entra em questões centrais: o que está acarretando essas mudanças e como vamos garantir o abastecimento de água? Mudanças climáticas, mesmo onde o nível de precipitações já é baixo, são agravadas com os impactos ambientais causados pelo homem. E os efeitos negativos podem ser sentidos muito distantes do lugar onde foram acarretados.
Para quem vive no Semiárido a falta da água é uma pauta antiga e persistente. Mas a pluviosidade irregular no tempo e no espaço é característica própria do clima da nossa região. Com essas duas informações, façamos um grifo na história para compreender porque o poder público adotou como resposta à falta da água a política de combate à seca. O ano de 2015 foi emblemático para a região semiárida do país. Completamos 100 anos de uma das maiores estiagens que o Nordeste já viveu, a conhecida seca do quinze.
Um século se fecha e ainda nos deparamos com situações extremas, como pessoas sem água para beber. Situações que nos levam a constatar que tanto tempo não foi suficiente para as políticas de combate à seca garantirem o abastecimento de água à população. Por quê? Esta pergunta e tantas outras é o que nos levou a participar deste evento, onde foi possível debatermos a cerca do assunto, e crescermos como professores, estudantes, futuros técnicos, e acima de tudo, cidadãos.

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